Espetáculos infantis não indicam idade adequada

26 de maio de 2009

Para que idade é indicado esse espetáculo? A pergunta, que à primeira vista parece simples e normal, vira um transtorno sem tamanho quando feita nas bilheterias dos teatros de Salvador. Descobrir se a peça pode ser compreendida pelo seu filho de quatro anos ou saber se seus sobrinhos de 12 ainda têm idade para aproveitar é tarefa que se transforma em verdadeira via-crucis.

Funcionários de bilheterias e produtores culturais se apressam em informar, verbalmente e nos folhetos de divulgação, a classificação etária do espetáculo infantil: livre, na imensa maioria das vezes. Mas são incapazes de se preocupar em ter dados que permitam identificar a fase mais adequada para o que se vai assistir. O resultado é que frequentemente bons espetáculos são mal recebidos pela plateia simplesmente porque o público presente não é o que deveria estar ali, problema que poderia ter sido evitado se a recomendação acontecesse desde a etapa de divulgação.

Depois de três tentativas frustradas, há alguns dias, em busca dessa informação em espetáculos que estavam em cartaz, ontem resolvi ligar para outros teatros de Salvador para ter uma ideia melhor da extensão dessa deficiência. Resultado: mais decepção.

teatro2

As respostas do outro lado da linha vão do risível ao inacreditável. A maioria dos atendentes responde prontamente que a peça tem classificação livre. Quando esclarecemos que disso já sabemos e na verdade o dado que está sendo buscado é sobre indicação, e não classificação, a explicação se repete: “A produção do espetáculo não nos passou essa informação”.

Do teatro mais simples à melhor sala da cidade, a desinformação e a falta de interesse quanto a esse quesito são idênticos. Seguem as respostas que encontrei pela frente nos telefonemas que fiz:

TEATRO CASTRO ALVES (TCA) – espetáculo A Ver Estrelas – “Não temos essa informação, vou passar à portaria para encaminhar a senhora ao setor responsável”. Na portaria: “A produção não deixou conosco a informação e não tenho como ajudá-la”.

TEATRO JORGE AMADO – Os Tapetes Contadores de Histórias – “A única informação passada pela produção do espetáculo é que a classificação é livre. Não tenho como dizer a idade adequada”.

CAFÉ TEATRO SITORNE – A Hora É Agora! – “A classificação é livre. Mas acho que a partir de 10, 11 anos já tá entendendo” (SURREAL)

TEATRO SESI DO RIO VERMELHO – A Bruxa Sonha com o Amor da Princesa Flor  – “Não nos passaram nenhum tipo de restrição, então deve ser qualquer idade” (FANTÁSTICO!)

XISTO BAHIA – Mala Sem Alça, Palhaço Sem Calça – “Temos recebido da criança à terceira idade. Por ser um espetáculo de circo, com palhaço, desde crianças de colo a adolescentes aproveitam muito”.

ISBA – Os Cigarras e os Formigas – “Não tenho essa previsão. Mas posso dar uma opinião pessoal: para criança pequena não faz sentido”. “E o que o senhor chama de criança pequena?” – pergunto eu. “Até três anos não é indicada. As peças dessa autora, Maria Clara Machado, têm muito texto. Mas repito que isso é uma visão minha, não foi a produção quem informou. Acho que quem vai decidir mesmo é o espectador” (ACREDITAM NISSO?)

E, por fim, a única surpresa positiva da maratona iniciada dias atrás: ligo para o Teatro Sesc do Pelourinho, em busca de informações sobre o espetáculo infantil pernambucano Outra Vez, Era Uma Vez…,  e a atendente prontamente responde: “A idade indicada é a partir de cinco anos”.

Ufa! É tão difícil assim, gente?

13 Comentários até o momento

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  1. Sá
    #1 26 maio, 2009, 23:33

    Xará,
    Levo minha filha desde muito cedo para o teatro. Sofri este dilema de tentar descobrir se filmes ou peças seriam realmente aproveitados na idade dela. Vou ser sincera: decidia pela foto! Se fosse colorida, caprichada, eu ia… Ia decidida a sair se fosse um desastre. Aconteceu apenas um vez num filme (Putz a coisa tá feia). Em teatro é nunca tive que sair, mas ela dormiu algumas vezes…
    Mari Machado de Sá (mãe de Alice)

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  2. Patrícia Pires
    #2 Patrícia Pires 27 maio, 2009, 08:52

    Mariana,
    No último domingo quando pensei em levar meu filho(3a10m) para ver “Os Tapetes…” entrei aqui no blog pra ver exatamente se você havia colocado algo sobre a faixa etária. Essa também sempre foi uma dificuldade minha e concordo com você que há mesmo um despreparo geral para lidar com lazer infantil. Eles confundem adequação etária com censura. Claro que as crianças, mesmo com a mesma idade, podem ter reações diferentes mas tem sim como fazer uma escala tipo: bebê, de 1 a 4, de 5 a 8, de 9 a 10, etc. Fico pensando se isso é falta de informação(que poderia ser resolvido com uma consultoria psicopedagógica) ou se não querem especificar o público por uma questão mercadológica. Taí, lazer infantil tipo teatro e cinema deveria ter , além da assinatura de um diretor, a de uma psicopedagoga.
    E a prova disso é que conversei com minha terapeuta sobre meu filho não querer mais ir ao teatro(coisa que ele adorava e vai desde 1 ano) depois que ele viu Branca de Neve(a escola levou) e ficou apavorado com a Bruxa, o escuro, o alto volume. Ela analisou que ver essa figura nesse contexto para uma criança de 3 anos pode ser mais nocivo do que ver “bichos” piores na TV ou cinema pois o teatro é real, está ali, a criança pode pegar, pode ser pega e ela não consegue ainda separar claramente a ficção do real, como na TV/Cinema, onde, no mínimo, as “ameaças” estão presas!
    Ai Mariana, desculpe me estender tanto, mas tava com esse tema entalado aqui. rsrsrs
    Mas como desabafar só não adianta acho que podíamos ver como funciona isso em outros estados e se isso é um problema só daqui. Desse ponto veríamos em quais estâncias podemos apelar(rsrsrs). Se precisar de ajuda, conte comigo. Beijos.

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    • marianacarneiro
      marianacarneiro 1 junho, 2009, 22:07

      Patrícia, não é à toa q seu filhote ficou “traumatizado”: nessa última montagem da Branca de Neve até eu fiquei com medo da madrasta! Eram raios, trovões, lâmpadas estroboscópicas e aquela gargalhada de arrepiar os cabelos. Se eu fosse criança teria saído dali aos berros! Meu filho de 4 anos chegou em casa contando: pai, a mãe da Branca de Neve acabou com o teatro!!! Esse era um caso pra evitar crianças menores. Mas, como a gente tem q adivinhar a faixa etária…

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  3. Elizete Destéffani
    #3 Elizete Destéffani 27 maio, 2009, 11:22

    Mais uma vez Mariana está de parabéns por levantar questões tão importantes e que com certeza precisam sim ser bem esclarecidas. Como atriz e produtora do espetáculo Os Cigarras e Os Formigas informo que a idade mais adequada para assistir o nosso espetáculo é a partir de 4 anos, pelo nível de concentração e compreenção que essa idade permite, mas nada impede que crianças com menos de 4 não possam assistir, até porque trabalhamos com a linguagem do palhaço o que possibilita uma aproximação maior com o público de todas as idades. Saliento aqui que o representante do teatro Isba tem razão quando disse que as peças de Maria Clara Machado tem muito texto e acrescento ainda que por serem textos escritos a 30 ou 40 anos atrás a linguagem tb é muito complexa. Por isso nosso trabalho nessa montagem tem sido o de contar a história escrita pela autora dentro de uma outra ótica, na linguagem do clown, assim as ações do palhaço são mais fortes e o texto na verdade passa a ser um grande pretexto para que a brincadeira aconteça, isso nos torna mais próximos do nosso público alvo, as crianças, e ao mesmo tempo aproxima adultos e crianças dentro do universo do palhaço. Por conta disso tem sido frequente o número de crianças com menos de 2 anos que vão assistir a espetáculo acompanhadas de seus pais e que curtem e ficam até o final da peça. Aproveito aqui pra deixar registrado a presença de Estefani, de apenas um ano e meio que fez sua estréia no teatro no domingo passado assistindo o espetáculo no colinho de sua mamãe. Parabéns Estéfani nos veremos mais vezes no teatro!
    Queria tb Mariana agradecer a todos os internautas que acessam o nosso site e ao mesmo tempo deixo aqui para todos que quiserem nos conhecer e saber mais informações sobre a Cia o nosso site: http://www.ciacucadeteatro.com.br
    Um abraço a todos e nos vemos no teatro!
    Elizete Destéffani – Produtora/atriz /autora

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  4. Elizete Destéffani
    #4 Elizete Destéffani 27 maio, 2009, 17:11

    Oi Mariana e todos internautas ligados nesse espaço de grande utilidade pública para nós artistas e pais. Como produtora e atriz da Cia Cuca de Teatro eu indico que a idade mais apropriada para assistir o espetáculo Os Cigarras e os Formigas é a partir de 4 anos, que é na verdade quando a criança tem uma maior concentração e entendimento em todas as áreas, porém nada impede que os pais levem seus filhos abaixo dessa idade, pois temos um grande público de crianças bebês. Isso se atribui muito ao trabalho que desenvolvemos. Com o objetivo de fazer teatro para crianças que agrade também ao público adulto, nos fundamentamos na linguagem do clown para contar nossas histórias, pois o palhaço é universal e agrada todas as idades. Por conta disso, o espetáculo Os Cigarras e Os Formigas, da autora Maria Clara Machado passou e ainda vem passando por várias adequações de maneira a contribuir para que as ações do palhaço sejam mais fortes em cena. Com o palhaço o jogo e a brincadeira acontece de maneira natural onde podemos falar de situações comuns do dia a dia sem tanta complexidade de informações. A história de rivalidades e de amor entre as famílias de Os Cigarras e Os Formigas é mostrada de forma bem humorada pela trupe de palhaços, dando possibilidade de estarmos sempre trazendo novidades. Cada apresentação acaba se tornando única, por que sempre tem uma brincadeira nova possibilitando risos e alegria não só do público, mas entre nós mesmo do elenco que nos divertimos muito com o que fazemos. Aproveito também esse cantinho para dizer que as tramas e trapalhadas da trupe de Os Cigarras e Os Formigas, espetáculo da Cia Cuca de Teatro, terá temporada prolongada na capital baiana até o dia 14 de junho. Com casa cheia desde a sua estréia em 02 de maio no teatro Isba em Salvador, a Cia Cuca de teatro mantém a espectativa para junho.
    Divulgem! Compareçam!! Prestigiem!! Os Cigarras e Os Formigas, sábados e domingos, 16h, no teatro Isba.
    Registro aqui a estréia de Estéfani, de apenas 1 ano e meio, que esteve conosco no domigo, dia 24 de maio, um beijo linda!
    Agradeço também a todos que vem acessando o nosso site e o coloco a disposição para todo e qualquer esclarecimento relacionado a teatro para a infância e juventude, acessem: http://www.ciacucadeteatro.com.br.
    Um abraço a todos! Nos vemos no teatro!
    Elizete Destéffani – Produtora/atriz/autora

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  5. Andreia
    #5 Andreia 27 maio, 2009, 23:11

    Gente, que absurdo! Mas acredito que depois que o Pequenópolis abraçar a campanha as produções das peças serão mais cuidadosas, as assessorias de imprensa mais atentas e os funcionários dos teatros, pelo amor de Deus, precisam ter o mínimo de dissernimento. Imagino que você não é a primeira mãe a ligar para um teatro atrás de classificação indicativa e ouvir um “não sei, não senhora” como resposta. Atenção produtores que acessam este blog de utilidade pública e de espaço para divulgação artística e cultural da nossa cidade – conforme tão bem colocou a leitora do comentário acima -, vamos ser profissionais, pensem também no lado comercial da coisa: criança também consome.

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  6. Mi Cavalcante
    #6 Mi Cavalcante 29 maio, 2009, 11:59

    oi Mari,
    esse acaba mesmo sendo um problemão para nós, e não apenas no teatro, mas também com livros infantis. Até mesmo em livrarias, onde temos acesso ao livro, fico em dúvida, principalmente quando é presente para outra criança que não a minha filha, e a coisa piora muito quando a compra é pela internet. Por isso tenho meu atendente preferido em uma livraria da cidade, por sempre me ajudar com isso rsrs
    Sobre teatro, há ainda outros fatores que precisam ser considerados, além da peça em si. Levei Leticia no sábado para ver no Jorge Amado “Os Tapetes Contadores de História”, espetáculo que ela já tinha visto na Caixa Cultural e amado. Bom, mas dessa vez, embora com mais idade (2a6m) sua reação não foi tão boa, ela ficou dispersa e acabou fazendo bagunça com o coleguinha que foi conosco. Ela já viu várias peças em teatro, inclusive no “gigante” TCA, e nunca se comportou mal. Acho que os elementos dos Tapetes são muito pequenos para prender a atenção das crianças menores nas distâncias do teatro, o que funcionou muito bem com a proximidade da sala da Caixa Cultural. Haviam muitos pequenos bagunçando no sábado, mas assim que a peça terminou catei minha pequena indisciplinada e voei para casa… por isso não te cumprimentei, mas te vi conversando com a Vanessa (a autora do “Cavalinho…”, não é isso?). Deixa pra próxima…
    bjs

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    • marianacarneiro
      marianacarneiro 1 junho, 2009, 22:23

      Oi, Mi! Seu comentário sobre o tapetes é totalmente procedente e aqui mesmo fiz um comentário sobre isso. Com td pequeno e distante, meu filho dormiu o espetáculo quase todo!
      Sim, era eu com a Vanessa, da próxima se apresente e não tema se Letícia estiver impossível, qual de nós não sofre desse mal tantas vezes? Não é vexame nenhum (rs).
      Bjs p vcs duas!

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  7. Patrícia Pires
    #7 Patrícia Pires 30 maio, 2009, 14:31

    Olá Mi, achei muito interessante sua comparação da mesma peça em espaços diferentes. Talvez esse seja o “x” da questão, ou seja, independente da peça/filme/livro que a criança veja o que pode fazer a diferença é o tipo de interação proposta. Como nas rodinhas na escola em que a criança ouve e aprende música, dança, histórias, etc por ser bem mais difícil se dispersar. E aí vem novamente a barreira mercadológica e nesse sentido só mesmo os espaços alternativos (como da Caixa) para atender essa demanda. Ou isso, ou esperar nossos pequenos cresçam… 🙁

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  8. Melissa
    #8 Melissa 30 maio, 2009, 21:34

    Oi Mari,
    seu blog é tão legal que as pessoas para a qual indiquei não param de me agradecer.Eu que deveria passar aqui pra deixar um agradecimento toda santa semana.Pq vc já me tirou de varias sufocos por não ter idéia do que fazer com nossos pimpolhos
    Meu marido e eu acessamos direto para organizarmos nossos fins de semana.
    Vou dar minha opinião aqui sobre o espetáculo “Os Tapetes Contadores de Histórias”, que acabei indo pelo convite de uma amiga,( nem tinha lido aqui sobre o espetáculo).
    Sei que podem me criticar a bessa, mas eu detestei essa peça, e boa parte das pessoas que estavam sentadas próximas tb mostraram descontentamento. Sabe quando a gente nota que as pessoas estão querendo ir embora?Senti muito isso das pessoas lá.
    Acredito que os motivos foram vários:
    O principal é que achei a seleção de historias muito “delicada”…quer dizer, não sei bem se a culpa foi da seleção pq das 4 contadas, eu tenho 2 livros em casa e lendo o conteúdo não me parecia inadequado como na peça.
    Acredito que a abordagem não foi feliz.
    Achei que a ênfase era dada a coisas irrelevantes para a historia ( pum, cocô, etc…) e o tema ficava perdido…o que achei meio chato era enaltecer esses aspectos em detrimento do tema da historia.A dispersão das crianças era tããããão nítida que chegava a ser constrangedor…mesmo as crianças maiores tiveram uma dificuldade enorme de prestar atenção..
    Infelizmente na sessão que participamos não conseguiu atrair a atenção dos pequenos e tb vi muuuuitos pais inquietos ou ate mesmo tirando pequenos cochilos…Foi uma pena, pq a idéia de contar historias é bem legal.
    Os bichinhos e os tapetes eram muuuuito pequenos… Simplesmente não se conseguia ver nada.
    Vou arriscar dizer que os atores estavam fracos e principalmente o rapaz que não mostrava carisma nenhum para a atividade, tinha cara de que tava pra dar um sermão na platéia a qualquer momento pq as crianças estavam dispersas.
    Na ultima historia, a da Carambola, que as crianças gritavam “carambola” antes da hora…a cara dele de impaciência era meio desconcertante…não se aguentando, avisou de forma ríspida que não era a hora de falar isso, mesmo no início, qdo ele tava explicando e uma criança chorou na platéia( e o pai já estava retirando a criança) a cara de bravo dele foi bem antipática.
    Bom, eles anunciaram um retorno a Salvador, eu particularmente não pretendo participar. Não pq não valorize a arte de contar historias, ao contrario, é uma atividade que me agrada bastante, só acho que a maneira que eles apresentam é mais direcionada a escolas, salas de aula, eventos com poucas crianças e se possível para expectadores dispostos em roda…além de contadores com jogo de cintura para lidar com platéias infantis que são sempre inusitadas
    Bom, fica a minha opinião e espero que ninguém se ofenda com ela!

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    • marianacarneiro
      marianacarneiro 1 junho, 2009, 22:32

      Melissa, concordo com várias observações suas. Até comentei aqui q me senti enganada vendo a apresentação dos Tapetes no teatro sem q o espetáculo tivesse sido pensado p este espaço. Foi como fazer uma roda de histórias com a plateia sentada a quilômetros de distância! Natural q os pequenos não conseguissem acompanhar, gerando duas reações: aqueles q ficavam inquietos e até corriam pelo teatro e outros q, como no caso do meu filho, dormiram o tempo todo! O grupo, q tem 7 contadores, tb estava reduzido a apenas 2, e ainda por cima sem microfone. Tinha gente gritando pra falarem mais alto. Uma pena, pq eles têm o q mostrar no teatro, fiquei achando q vieram preparados apenas p se apresentar na escola p a qual foram convidados, e por tabela resolveram dar uma canja no Jorge Amado. Uma pena, pq em outro contexto teriam feito o sucesso de sempre. Tô pensando em reunir os comentários postados aqui e mandar p eles, assim têm um feedback e pensam em ter mais respeito com a plateia baiana da próxima. E olha q cobraram mais caro do q a média por aqui.
      Valeu pelo relato!

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  9. Marcelo Coldfer
    #9 Marcelo Coldfer 1 junho, 2009, 11:08

    Pois é pessoal, é exatamente isso mesmo que vemos e ouvimos e quando não descambam pra pior. É a verdadeira tragédia da vida

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