Educação financeira nas escolas

21 de fevereiro de 2015

Com os aumentos de impostos, combustível e energia, água escassa e tantas outras situações que fazem 2015 já ser encarado como um ano difícil, um dos assuntos que deve estar em alta é a educação, em especial a financeira. E nada mais eficaz do que inserir esse conhecimento já na fase infantil. Por isso, mais de 1500 escolas particulares e centenas de públicas de todo o país já adotam um programa de educação financeira para seus alunos, desde o Ensino Infantil ao Médio.

Um aspecto que demonstra a importância de crianças e jovens terem educação financeira já no ambiente escolar é o fato de que este tema é um processo comportamental, ou seja, passa por uma desmistificação e compreensão de que não basta saber fazer as operações matemáticas ou mexer com planilhas; é preciso mudar os hábitos da relação com o dinheiro, entendendo que ele é um meio para a realização de sonhos e não uma finalidade e muito menos para ser usado de maneira não planejada.

Outro grande diferencial de inserir educação financeira nas escolas na grade curricular é atingir diversos públicos ao mesmo tempo: alunos, família, corpo docente e comunidade em geral. Aos estudantes, é oferecido todo um material didático e paradidático e um ambiente virtual com atividades interativas e comunicação com os professores.

Aos educadores, o programa promove uma intensa capacitação pedagógica, para que eles compreendam o assunto, apliquem em sua vida pessoal e, a partir daí, estejam aptos a transmitir o conhecimento de educação financeira às crianças e aos jovens. Além disso, existem planos de aula desenvolvidos especificamente para cada faixa etária, englobando e tratando temas que fazem parte do dia a dia dos alunos.

A família é outro nicho que é atingido positivamente com as aulas de educação financeira nas escolas, uma vez que auxiliam os filhos nas atividades diárias e acabam participando ativamente e aderindo ao novo comportamento sugerido pela nova disciplina escolar, mudando completamente os hábitos e costumes dentro de casa, que reflete em todos os outros aspectos da vida familiar.

Veja alguns fatores que motivam a inserção da educação financeira nas escolas:

  • O crescimento e o desenvolvimento de uma sociedade dependem também de educar financeiramente os cidadãos, ensiná-los a controlar seus recursos e respeitar seu orçamento;
  • Um dos postos-chaves é a questão de poupar. Nós recebemos bastante informação sobre macroeconomia; no entanto, quando se trata de microeconomia, pouco se sabe;
  • Guardar dinheiro é a prática que permite a realização dos sonhos, que é outro tema que não recebe a importância que merece;
  • A educação financeira dialoga diretamente com os conteúdos das disciplinas formais ensinadas nas escolas;
  • Há também os benefícios para a própria escola, que, além de se destacar no mercado por oferecer um ensino diferenciado, pode ter a inadimplência reduzida ao estender o ensinamento para os pais.

Fonte – Reinaldo Domingos é educador financeiro, autor do best-seller Terapia Financeira (Editora DSOP) e presidente da DSOP Educação Financeira

Nenhum comentário até o momento

Sua opinião é importante para nós

Ainda não há comentários!

Você pode ser o primeiro a comentar .

<

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.